Estudo teórico
Leitura e discussão de Freud, Lacan e dos autores que vieram depois. No tripé, em seminários da instituição; no Método Alma Enlevo, em 720 horas e 24 módulos, com avaliação.
O tripé psicanalítico é o modelo tradicional de formação das associações psicanalíticas: estudo teórico, análise pessoal e supervisão, cumpridos por anos e validados pela instituição. O Método Alma Enlevo, da Academia Enlevo, mantém o estudo obrigatório e avaliado (720 horas, avaliações finais e TCC), organiza a aprendizagem em momentos de foco e de elaboração (os modos focado e difuso) e devolve ao aluno a escolha de analista, supervisor e ritmo.
Esta página explica de onde vem o tripé, onde esse modelo pesa para quem quer se formar hoje, o que a ciência da aprendizagem mostra sobre os modos focado e difuso, como os recursos do campus aplicam esse princípio e o que significa, na psicanálise, autorizar-se como psicanalista.
Leitura e discussão de Freud, Lacan e dos autores que vieram depois. No tripé, em seminários da instituição; no Método Alma Enlevo, em 720 horas e 24 módulos, com avaliação.
O futuro psicanalista se analisa para conhecer o próprio inconsciente. No tripé, com analista credenciado pela instituição; no Método Alma Enlevo, recomendada, com o analista que o aluno escolher.
Os primeiros atendimentos são discutidos com um psicanalista mais experiente. No tripé, com supervisor da instituição; no Método Alma Enlevo, recomendada a quem começa a atender, com livre escolha.
O tripé nasceu na Policlínica Psicanalítica de Berlim, aberta em 1920 e depois transformada no Instituto Psicanalítico de Berlim, e ficou conhecido como modelo Eitingon, pelo nome de Max Eitingon, que o organizou. Em 1925, a Associação Psicanalítica Internacional (IPA) criou uma comissão de formação e passou a adotar esse modelo como padrão para as suas sociedades.
Desde então, o tripé organiza a formação nas associações: o candidato faz anos de análise pessoal com um analista da própria instituição, atende sob supervisão de membros credenciados e frequenta os seminários teóricos. É a instituição que decide quando ele está pronto.
O modelo formou gerações de psicanalistas e segue legítimo para quem escolhe esse caminho. Mas ele é uma tradição institucional, não uma regra da psicanálise nem uma exigência da lei. O próprio Freud, em A questão da análise leiga (1926), defendeu que a psicanálise não fosse reservada a uma única profissão.
Para quem quer se formar hoje, o modelo tradicional tem três pontos que precisam ser conhecidos antes da escolha:
Sessões de análise e de supervisão são pagas separadamente, ao longo de anos, além dos seminários. O custo total depende de quanto tempo a formação durar, e por isso não se conhece de antemão.
O percurso costuma levar anos e não tem prazo definido: é a instituição que avalia quando cada etapa está cumprida. O ritmo de quem estuda conta pouco.
O aluno não escolhe livremente o analista nem o supervisor e não decide quando está pronto para atender. A autorização para exercer vem de fora, da própria associação.
Nenhum desses pontos torna o tripé errado. Eles mostram por que muitas pessoas, especialmente adultos que trabalham, procuram um modelo com custo conhecido, prazo definido e mais autonomia.
Como a formação é avaliada e concluída · Comparativo dos modelos de formação
A neurociência descreve dois modos de pensamento que se alternam quando aprendemos. A engenheira e pesquisadora Barbara Oakley popularizou essa distinção no livro A Mind for Numbers (2014) e no curso Learning How to Learn, criado com o neurocientista Terrence Sejnowski.
É o estudo deliberado: ler um texto difícil, acompanhar uma aula, analisar um caso linha por linha. O cérebro trabalha por caminhos já conhecidos e aprofunda o que está diante dele.
É o que acontece quando a atenção se solta: numa conversa, numa caminhada, ouvindo um podcast. O cérebro faz ligações mais amplas entre ideias distantes, e é aí que muitos conceitos finalmente fazem sentido.
Aprender bem é alternar os dois. Só foco cansa e prende o aluno ao que já sabe; só dispersão não aprofunda. Na psicanálise isso pesa ainda mais: conceitos como inconsciente, transferência e desejo raramente se entendem na primeira leitura; eles amadurecem entre uma leitura e outra, na escuta de um caso, na fala de um colega.
O Método Alma Enlevo aplica esse princípio: a formação combina estudo concentrado e avaliado com espaços de troca, escuta e elaboração, no ritmo de cada aluno.
No campus da Academia Enlevo, a plataforma de estudo, cada recurso tem um papel no percurso:
720 horas de estudo, com todas as aulas gravadas para rever quantas vezes for preciso.
Leitura dos autores em diálogo crítico, não em repetição: ler é interpretar e questionar.
Pacientes simulados, com persona, história e resistências, para treinar a escuta antes de atender.
Duas por mês, com o professor, dedicadas a casos clínicos: raciocínio, escuta e manejo. Ficam gravadas.
Grupos pequenos em que os alunos expõem e discutem a própria escuta, entre pares.
Trabalho de autoconhecimento com método e acompanhamento.
Psicanálise para ouvir no caminho, quando a atenção se solta e as ideias se ligam.
Encontros ao vivo para discutir casos e ampliar o repertório.
Material exclusivo (artigos, estudos de caso, protocolos) e uma trilha que respeita o tempo de cada aluno.
O psicanalista só se autoriza de si mesmo.
Lacan colocou a autorização no centro da formação: ninguém se torna psicanalista porque uma instituição carimbou um papel, mas porque sustenta, diante de si e dos outros, o lugar de quem escuta. Anos depois, no Seminário 21 (1973–1974), ele completou a frase: o psicanalista se autoriza de si mesmo e de alguns outros.
Esse complemento é decisivo. Autorizar-se não é se formar sozinho: é escolher com quem se forma, quem escuta sua análise, quem discute seus casos. No tripé, esses outros são definidos pela instituição. No Método Alma Enlevo, quem os escolhe é o aluno.
720 horas em 24 módulos, com avaliações finais: a base teórica é obrigatória e comprovada.
Casos clínicos desde o primeiro mês, nas aulas ao vivo, nos casos simulados e no Círculo de Escuta Crítica.
Organizar o pensamento clínico por escrito; os melhores trabalhos são publicados na revista Interapia.
Analista e supervisor de livre escolha. Depois de formado, até 3 sessões de análise ou supervisão sem custo.
Com o certificado e o percurso feito, a decisão de começar a atender é do psicanalista.
Mínimo de 6 meses para quem já tem base; de 8 a 9 meses para quem começa do zero; até 2 anos com mais aprofundamento.
A análise pessoal é fortemente recomendada e feita com o profissional que o aluno escolher.
Disponível na Enlevo ou com outro profissional, recomendada a quem começa a atender.
O valor da formação é definido na matrícula, com material e certificado inclusos.
Rigor e liberdade não se excluem. O estudo continua obrigatório e avaliado, com avaliações finais e TCC; o que muda é que as escolhas que dizem respeito à vida e à clínica de cada um voltam para quem vai exercer a psicanálise.
É o modelo tradicional de formação das associações psicanalíticas, formado por estudo teórico, análise pessoal e supervisão, cumpridos por anos e validados pela instituição. Surgiu no Instituto Psicanalítico de Berlim, nos anos 1920 (modelo Eitingon), e foi adotado pela IPA a partir de 1925.
Não. O tripé é uma tradição das associações psicanalíticas, não uma exigência da lei brasileira. A psicanálise não tem conselho federal nem regulamentação de profissão; a formação livre é amparada pela LDB (Lei 9.394/96).
Mantém os três elementos, mas muda quem decide. O estudo teórico é obrigatório e avaliado (720 horas, avaliações finais e TCC); a análise pessoal e a supervisão são recomendadas, com profissionais de livre escolha do aluno.
Não é pré-requisito para concluir. A análise pessoal é fortemente recomendada a quem vai atender e é feita com o analista que o aluno escolher. Depois de formado, o aluno tem até 3 sessões de análise ou supervisão sem custo.
São dois modos de pensamento que se alternam quando aprendemos: o focado, de atenção concentrada, e o difuso, em que o cérebro faz ligações mais amplas com a atenção solta. A distinção foi popularizada por Barbara Oakley, no livro A Mind for Numbers e no curso Learning How to Learn.
Alterna estudo concentrado (módulos, leitura implicada, casos simulados com IA) com espaços de elaboração (Círculo de Escuta Crítica, podcast Psicanaliticamente, supervisões em grupo e palestras), no ritmo de cada aluno.
É uma frase de Jacques Lacan, na Proposição de 9 de outubro de 1967: ninguém se torna psicanalista apenas por um título dado por uma instituição. No Seminário 21 (1973–1974), Lacan completou: “e de alguns outros”. Autorizar-se inclui escolher com quem se forma.
De 6 a 24 meses. Seis meses é o mínimo para quem já tem base; quem começa do zero costuma levar de 8 a 9 meses; e o acesso vale por até 2 anos para quem quer mais aprofundamento.
No Brasil, sim: não há conselho nem registro profissional obrigatório, e ambos os caminhos são legítimos. O que muda é o modelo de formação, o tempo, o custo e quem decide sobre a análise, a supervisão e o momento de começar a atender.